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Exame IgG e IgM: Saiba o que são e para que servem os indicadores

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Para auxiliar no diagnóstico de quadros de COVID-19, alguns exames foram desenvolvidos pelos laboratórios como forma de identificar a presença do novo coronavírus no organismo. Entre eles, estão os testes de sorologia, que detectam os anticorpos IgG e IgM.

De acordo com José Geraldo Leite Ribeiro, epidemiologista do Grupo Pardini, os resultados desses exames aparecem apenas como positivo, negativo ou indeterminado. Quem avalia se o caso é preocupante ou não é o médico, baseado na condição clínica e histórico do paciente.

Entretanto, antes da pandemia, esses testes de anticorpos já eram usados na medicina diagnóstica para rastrear a imunidade da população contra algumas doenças, como zika, dengue e chikungunya.

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Portanto, entenda a seguir o que estes exames realmente indicam e o que significa resultados negativos e positivos.

O Que é IgG e IgM

IgG e IgM são classes de anticorpos (moléculas de defesa), produzidos pelo corpo especificamente contra um determinado antígeno – substância estranha ao organismo, que pode ser um vírus, bactéria ou toxina.

Os anticorpos IgM surgem na fase aguda da infecção, enquanto os IgG tendem a aparecer um pouco mais tarde.

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Na verdade, existem 5 tipos diferentes dessas ?proteínas? defensoras do corpo, que são: IgA, IgM, IgE, IgG e IgD.

Dessas, as mais analisadas em exames são a IgE, IgM e IgG. Enquanto a IgE tem maior associação com alergias, a presença de positiva de IgM e IgG costuma apontar a exposição do corpo a um agente infeccioso, seja em estágio tardio ou inicial.

Os exames que analisam a presença desses anticorpos são chamados de testes de sorologia. Na prática, eles são realizados através da coleta de uma pequena amostra de sangue e apresentam o resultado em minutos.

Resultados 

De forma geral, quando os resultados dos testes de IgM e IgG aparecem como positivo, a indicação é de que a pessoa teve contato com o antígeno e, então, iniciou a produção de anticorpos contra ele.

Um resultado negativo, por outro lado, se deve ao fato do teste ter sido realizado quando ainda não havia a produção de anticorpos no organismo – o que não significa que a pessoa não tenha vírus.

A não-infecção é uma possibilidade, mas o teste ter sido feito antes da resposta imunológica também é. Dessa forma, é importante combinar o resultado do exame com uma avaliação médica.

Por isso, no caso da COVID-19, por exemplo, o teste não pode ser usado para confirmar que alguém possui ou não a doença, uma vez que a pessoa pode carregar o vírus, mas ainda não ter desenvolvido uma resposta imunológica com a produção de IgM e IgG.

Já quanto à confiabilidade dos testes, é preciso checar a especificidade e sensibilidade do exame que está sendo realizado. Quando for ao laboratório de preferência, o cliente tem o direito de questionar a eficácia do exame.

Veja a seguir as combinações de resultados possíveis para o teste e o que podem indicar:

O que significa IgG não reagente e IgM reagente?

Provavelmente, a pessoa está no início da doença – que é quando temos, em geral, o IgM positivo (reagente), característico da fase aguda da doença, e IgG negativo (não reagente), que costuma ser produzido um pouco depois.

O que significa IgG reagente e IgM reagente?

Cerca de 10 dias após o início da doença, as duas classes de imunoglobulina (IgM e IgG) costumam estar positivas.

Ou seja, a pessoa já produziu tanto o anticorpo que aparece mais rápido (IgM), como aquele que aparece um pouco mais tarde (IgG). Geralmente, nesta fase, a pessoa já não apresenta mais tantos sintomas da doença.

O que significa IgG não reagente e IgM não reagente?

Quando IgM e IgG são não reagentes após 10 dias de doença, provavelmente, a pessoa não foi infectada pelo antígeno testado.

Se ela tiver apresentado sintomas, pode significar infecção por outro agente. Mas isso só é confirmado com acompanhamento médico, já que os testes podem ser falsos-negativos em cerca de 10% dos doentes.

Fonte: Minha Saúde

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