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Pensamentos que corroem

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Nossa mente é poderosíssima. Os antigos textos judaicos diziam que “nenhum médico é capaz de curar a cegueira da mente”. Já o escritor americano Zig Ziglar afirmava que “aquilo que consome sua mente controla sua vida”.

A ciência tem se superado a cada dia mais. Todas as áreas territoriais, sejam elas oceanos, espaço, natureza, espécies, estão sendo aprofundadas todos os dias, entretanto, o nosso cérebro ainda precisa ser melhor abordado e compreendido.

O autoconhecimento, como dito em vários temas aqui do nosso blog, é essencial para entendermos que o caminho para melhorar o exterior, avançarmos em muitas áreas, é investindo no interior.

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E qual é a funcionalidade do nosso cérebro? Alguns mistérios já foram desvendados pela ciência, nos informando que os cérebros são programados para dar sentido às coisas, traçando conexões entre pensamentos, ideias, ações e consequências.

Entretanto, nós no auto enganamos, com pensamentos negativos, com atitudes depreciativas e muitas das vezes não entendemos o motivo de tudo isso.

Esses devaneios mentais, são conhecidos como “distorções cognitivas” pelos terapeutas. São armadilhas que nos levam a misturar a realidade com os nossos achismos, provocando consequências nas nossas tomadas de decisão.

E para que esses pensamentos não continuem te encarcerando mentalmente, vou te apresentar 5 formas de você conseguir se desvencilhar desses pensamentos que corroem.

Veja a seguir quais são as distorções cognitivas que são mais comuns e como superá-las:

1. Tirar conclusões com base na emoção

Talvez a maior armadilha mental em que caímos é a de confundir o que é real com o que “gostaríamos que fosse realidade”. Nós sempre nos precipitamos com achismos na hora de tomar decisões, o que atrapalha a entender melhor as evidências.

Confira o exemplo da Mariazinha em uma reunião.

Mariazinha sabe que a autoestima é um sentimento, mas mesmo assim a deixa ser levada por ela, não expressando as suas opiniões, pois o cérebro dela a diz: “Bem, minhas ideias são irrelevantes, por isso não vou compartilhar nada nessa reunião”.

Esse é um raciocínio emocional e pode ser que você também esteja agindo assim.

Para evitar que isso aconteça, é importante que você se questione sempre, e se faça uma importante pergunta: “É possível que meus sentimentos tenham me distanciado dos meus objetivos? ”

Quando você pára de priorizar sentimentos em momentos importantes de escolha, você abre a janela da lógica que te auxiliará a escolher o melhor caminho.

E todos esses sentimentos nós os deixamos tomar posse das nossas decisões em todas as áreas da nossa vida.

2. Culpar os outros

Uma das coisas que mais pode prejudicar a sua vida é atribuir às outras pessoas a responsabilidade de ações e sentimentos que você mesmo(a) causou.

Joãozinho saiu em cima da hora para o trabalho, nesse dia para o seu azar, o trânsito não era o dos melhores. Causando o atraso do Joãozinho para chegar na reunião.

Mesmo sabendo que a reunião era importante, Joãozinho não saiu antecipadamente de casa para evitar atrasos.

Frequentemente culpamos os outros, mesmo que a culpa seja nossa, é um instinto de se preservar, mas não é o correto. Nosso cérebro evita ter consciência de nossos próprios erros e falhas.

Mas, se você deixar de assumir a responsabilidade pelas consequências do seu próprio comportamento, você simplesmente não aprenderá com seus erros.

A habilidade mais importante para alcançar o sucesso é aprender com os seus erros, se autorresposabilizando, para assim desenvolver a empatia e aprimorando as suas habilidades sociais e profissionais. Tirando aos poucos, o vício em culpar os outros.

3. Fazer tempestades em copos de água

É comprovado cientificamente que o nosso cérebro valoriza cinco vezes mais as notícias negativas do que as positivas. Não é à toa que os jornais fazem sucesso com desastres e sensacionalismos.

É bem óbvio o motivo: desde sempre entendemos que temos o instinto de sobrevivência, e que a qualquer momento é necessário enfrentar a morte, por isso na evolução o espaço para positividade não era tão aclamado, afinal a sobrevivência era o mais importante.

O medo é um sentimento muito importante no sentido evolutivo. Mas, quando temos um medo irracional, acima do que se apresenta, podemos deixar de aproveitar oportunidades.

Sempre esperar o pior resultado possível para uma situação está longe de ser útil. Ficar apostando no pior, só te faz tomar decisões que levam a esse caminho, até mesmo inconscientemente.

Dê espaço a pensamentos bons e não apenas vazios existenciais.

4. Levar tudo para o lado pessoal

Culpar os outros é ruim, mas culpar- se por tudo supera em reações autodestrutivas. Quem leva tudo para o lado pessoal ou atribui a culpa de tudo o que acontece a si mesmo entra em um looping de rejeição e confusão mental.

Para trabalhar essa distorção cognitiva, repense as atitudes de todos que contribuíram para aquela situação, é necessário não absorver o problema que do outro. Se desvincule do olhar de rejeição para consigo mesmo, os fatores não são todos reflexos das suas atitudes. Acalme-se e repense.

5. Armadilha do padrão de vida

Para finalizar, esse pode destruir vidas. Por sempre acreditar que para ser realizado é necessário alcançar o famoso “padrão de vida”. Culturalmente, somos ensinamos a viver em busca do dinheiro, estudar, trabalhar, consumir e consumir.

Quanto maior a renda, maior os gastos. E tudo vira ão. Carrão, mansão e assim por diante. Cada vez há mais gastos com restaurantes, viagens (não que seja errado ser um consumidor ativo). Mas esse hábito corrói o seu lado financeiro, que influencia no seu emocional e mental, causando cada vez mais instabilidade. Acreditando que você só tem valor se tiver dinheiro.

Portanto, se atente aos truques da sua mente, entenda como você está tomando decisões e aprenda a viver com menos do que você tem disponível todos os meses, assim conseguirá evitar que em meio a seca, fique desorientado e reaja da pior forma possível.

Mantenha sempre a sua mente ativa!

Por: Afonso Pacileo/R7

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