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Como somos programados – Fobias

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A importância de compreendermos como as informações se estruturam e se organizam em nossa mente.

O cérebro capta as informações do ambiente através dos cinco sentidos e constrói registros que ficam armazenados na mente através de imagens, sensações e sons internalizados.

Muitas dessas informações organizam-se e estruturam significados. Neste processo  contínuo e ininterrupto, o cérebro aprende a se programar através de experiências significativas, que envolvam emoções qualificadas, ou por repetição.

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Uma única experiência, evento significativo, pode gerar uma programação que perdure por toda jornada de vida de uma pessoa.

Imagem: Reprodução
Imagem: Reprodução

Exemplo = Fobia de barata

Contexto: Uma mãe está preparando o almoço na cozinha e deixa a filha pequena na sala brincando no chão.

Eventualmente ela vem até a porta que dá acesso a sala para ver se está tudo bem quando numa destas olhadas ela nota que a filha está se aproximando para pegar uma baratinha que está na parede da sala próximo ao chão.

Ao ver isso a mãe “solta um grito”, a criança leva um tremendo susto e desde aquele instante, passa a ter pavor de barata. Isso ocorre porque a criança internalizou sons e imagens associados a sensação de pavor e medo.

Na mente inconsciente da criança, que tem a função de protegê-la contra quaisquer risco a sua integridade física, entende que precisa proteger aquela pessoa contra o perigo deste “monstro”, porque se a minha heroína – toda mãe é uma arquétipo de heroína para as meninas – tem medo desse inseto é porque ele deve ser muito perigoso mesmo.

Imagem: Reprodução

Esses registros podem ficar programados e serem disparados inconscientemente todas as vezes que ela avistar uma barata. Dependendo o nível de estrutura que o pavor e o medo foram instalados, até mesmo vendo pela televisão ou celular, será suficiente para disparar uma reação.

A reação será inadequada à realidade de um adulto diante de um inseto aparentemente inofensivo, mas ela estará reagindo a registros inconscientes, seu modelo de mundo, e não a realidade exterior em si.

Exemplo 2 = Fobia de lugar fechado

Contexto: Brincadeira de criança – o famoso “esconde esconde”, mas neste caso o nosso personagem foi longe demais – ele achou uma geladeira velha num terreno baldio e entrou dentro para se esconder.

O problema é que este modelo de geladeira era muito antigo, daqueles modelos que  vinham com um trinco na porta e trancava por fora – a porta bateu e o menino não conseguia mais abrir.

Imagem: Reprodução

Gritou por horas até que depois de muito procurarem, encontraram a geladeira e dentro uma criança apavorada.

Essa criança cresceu com medo exacerbado de lugares fechados e mesmo adulto e consciente que elevadores, avião, não ofereceria perigo, ele continuava evitando-os.

A mente aprende com as experiências e neste caso, tendo a mente a função de
proteger e preservar a integridade físico dessa pessoa em questão, entende que
lugares fechados oferecem ameaça.

Importante ressaltar que nosso inconsciente não sabe a diferença entre perigo
real e um perigo imaginário.

Por: José Eduardo Tófoli

Autor do livro “O que te impede de Viver Feliz?” e “Farol da Sabedoria.”
Youtube: JOSÉ EDUARDO TÓFOLI
Instagram: @joseeduardotofoli

 

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