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A diferença nos une

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O que nos faz diferentes uns dos outros? Uma das coisas que mais me fascina na raça humana é o modo que temos para perceber o mundo.

Como podemos entender o mundo a nossa volta?

Através da visão, audição, paladar, olfato, tato, isto é, todos nós percebemos o mundo por uma impressão própria, cada um de nós possui um desses canais mais desenvolvido, ou preferencial, por isso, somos diferentes entre visuais, auditivos e cinestésicos.

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Imagem: Reprodução

Caso você não saiba, existem testes simples que definem sua característica mais usada, caso você seja uma pessoa visual, dará preferência a palavras ou atitudes que concentrem maior valorização nesse sentido, e assim por diante.

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Entenda que em cada sala de aula por exemplo, os alunos aprendem de maneira distinta, por isso, se faz necessário que o instrutor demonstre de várias formas o que está sendo estudado, com os recursos audiovisuais, escrita, dentre outras maneiras didáticas.

Partindo dessa premissa, poderemos perceber que durante boa parte das nossas fases de vida, desde a infância poderemos ter sido prejudicados ou estimulados por essas funções, que é pura e simplesmente o fato de estarmos no mesmo ambiente com percepções completamente diferentes uns dos outros.

A principal questão que pretendo levantar é quando temos esse conhecimento, poderemos melhorar nossas relações e em alguns aspectos principalmente entender melhor os outros e nos capacitarmos ao não julgamento daquilo que está na nossa competência e responsabilidade.

Quando tenho essa sensibilidade, poderei usar de maneira a facilitar a comunicação entre ouvinte e emissário, diminuindo as distrações, atritos e erros.

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Ao olharmos o mundo a nossa volta, somos mergulhados em um oceano de movimento, pessoas vivendo em suas “ilhas”, tendo como estrutura tudo aquilo que viveram e aprenderam ao longo do tempo, influências dos aspectos familiares e logo em seguida do meio externo a sua volta, seja com amigos ou companheiros de trabalho.

Somos um pouco de cada pessoa que conhecemos, nos moldamos como um quebra cabeça que muda a imagem a ser montada, o clima nos influencia, a alimentação nos direciona, os livros ou a ausência deles nos transforma, isso sem falarmos das mídias de TV, internet ou propagandas de consumo.

Somos seres sociáveis, desde muito tempo, precisamos de interação e convívio. Necessitamos de contatos, nosso organismo em si já é uma fonte incontável de sistemas interagindo o tempo todo.

A evolução demonstra uma total perfeição nas diferenças, nosso DNA é vivo, tem memória e plena capacidade para a manutenção da nossa espécie nesse planeta.

E nesse sentido, estamos à frente dos outros seres viventes, pois sabemos e temos consciência disso, daí a urgência de mudarmos algumas questões ainda pouco percebidas.

Faz sentido para você termos guerras?

Acredito que a sua resposta imediata seja não, mas, ao longo dos séculos, pessoas tem pensamentos e atitudes individualistas e protetoras para suas populações, o homem em si é um ser desbravador e destemido, busca sempre algo além das possibilidades mesmo sabendo da sua pouca existência corporal terrena, acaba interferindo ou degradando outras sociedades por sua incapacidade de se perceber igual, vejamos a escravidão com suas variações ou a não menos absurda a tentativa de erradicação dos judeus por parte dos execráveis nazistas, algo inconcebível, difícil até de mencionamos como exemplo do quão “diferentes” poderemos nos distanciar uns dos outros, por isso, muito cuidado com as influências que nosso meio social pode nos propor.

O fato de sermos humanos é fantástico! Imagine poder juntar todas as ideias e percepções, diferenças de opinião, dados catalogados ao longo do tempo e transformar tudo isso, em riquezas e poder compartilhar, seria maravilhoso não é mesmo?

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Acredito que pelo fato de existir desigualdades sociais, fome, doenças e ignorância em muitos países, demonstra nossa nítida falta de interação e transformação para uma “globalização” que além de comercial e financeira, deveria ser em nível corporal e mental, cada ser nesse planeta poderia ter a devida importância somente pelo fato da sua existência, referência e significado.

Em pleno século XXI ainda somos guiados e hipnotizados por propagandas de consumo, uma ilusão que sistematicamente causa desigualdade para atender as necessidades financeiras, algumas potências lucram com suor, lágrimas, vidas e almas perdidas para atender as vaidades, o ego e as projeções de poucos em um sistema “moderno” que maltrata o que é de mais importante durante nossa vida: A liberdade de escolhas.

Quando perdemos a capacidade de opinião, personalidade, decisão ou independência, entramos em uma espécie de labirinto que talvez não nos ensinem a chegar na porta de saída ou quem sabe a “brincadeira” do labirinto foi iniciada para não acabar.

Existe uma solução imediata que está na sabedoria, na capacidade de cada indivíduo perceber a sua devida importância. Eu, você e cada um de nós, poderemos transformar-nos em lucidez, percepção, opinião e união.

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Você é um ser único que precisa de conhecimentos específicos para funcionar e de um local adequado para saber a sua importância, deixe suas aptidões aflorarem, qual é o seu talento? Junte-se em si mesmo, faça um ajuste em todas as áreas da sua vida, comece hoje, com o que tem, faça da melhor maneira possível, não acredite nas críticas, elas vêm de um sistema engessado, fantasioso e consumista.

Seja sua melhor versão, mude sua postura, comportamentos, palavras, respire positividade acredite na sua potencialidade, transmita conhecimento, busque aprender o que ainda não sabe daquilo que tem como objetivo, não adianta saber tudo sobre mecânica se o seu negócio é fabricar bolos. Consegue entender?

Torne-se especialista, conheça histórias de superação, espelhe-se com o sucesso daqueles que admira, estude, pesquise e principalmente faça as perguntas certas, na hora oportuna para a oportunidade do momento. Mova-se em direção a ação!

Seja a mudança que espera em um mundo de pessoas diferentes convivendo em padrões e ambientes que foram modelados para transformá-lo em igual, a sua hora chegou, viva, sinta, ensine, aproveite seus sentidos e faça o melhor que a vida lhe proporciona aqui e agora; a diferença nos une!

Por: Júnior Uchôa 

Sobre o Autor: Graduado em Administração, com MBA em Gestão Empresarial pela Universidade de Fortaleza UNIFOR, Coach e membro da SBC- Sociedade Brasileira de Coaching, orador Master pelo IBEDC, Empresário, Palestrante e Escritor.

 

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