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Eleições e vacina fazem bolsas internacionais dispararem mais de 8%

Pfizer afirma que sua potencial vacina contra o coronavírus teve eficácia de 90% em resultados preliminares da última fase de teste

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As principais bolsas de valores do mundo iniciam a semana em ritmo de festa, com os investidores repercutindo as eleições americanas e os últimos resultados da vacina desenvolvida pela Pfizer contra o coronavírus.

Na Europa, o índice pan-europeu Stoxx 600 sobe mais de 4%. Por lá, a bolsa da Espanha se destaca positivamente, com seu principal índice, o IBEX 35, chegando a subir mais 8% na máxima desta segunda-feira,9.

“Já se esperava um dia positivo, com o resultado das eleições. Mas agora saiu a notícia de Pfizer e animou de vez o mercado”, comenta Jefferson Laatus, estrategista-chefe do Grupo Laatus.

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Em sua primeira análise sobre a última fase de testes, a Pfizer informou que sua vacina teve eficácia de 90% após a segunda dose.

Os testes foram feitos com 43.538 voluntários. O pedido de aprovação emergencial da vacina deve ser solicitado à agência reguladora dos Estados Unidos (FDA, na sigla em inglês) ainda neste mês.

Logo após a divulgação dos resultados preliminares, os principais índices de ações do mundo entraram em forte alta.

No Brasil, o Ibovespa futuro chegou a subir mais de 4% nas primeiras horas de negociação, enquanto o índice Dow Jones futuro, dos Estados Unidos, aponta para uma alta de mais de 7%.

O único dos principais índices do mundo que não surfa no ímpeto positivo do mercado é o Nasdaq futuro, que oscila entre leves ganhos e perdas, devido à sua grande concentração de empresas de tecnologia.

“As empresas de tecnologia se beneficiaram muito com o coronavírus. Teve mais home office, as pessoas acabaram consumindo mais esses produtos. Agora, com a vacina, elas perdem um pouco de força”, afirma Laatus.

Segundo Laatus, os investidores devem sair dessas ações e migrar para papéis da economia tradicional, como de bancos e companhias áreas. “Todas essas empresas estão descontadas, foram muito machucadas pelo coronavírus.”

Ele conta também que a eleição de Joe Biden anima os mercados, porque, com ele, se espera pacotes de estímulos mais robustos.

Laatus também considera positiva a possibilidade de o Senado ser de maioria republicana, uma vez que mitigaria medidas mais duras do próximo presidente, como aumento de impostos.

Mas ainda não se sabe se o Senado será mesmo republicano, tendo em vista que a disputa foi para o segundo turno na Georgia. Dependendo do resultado, o Senado pode ficar divido.

Em caso de empate, o Senado ficaria com os democratas, já que a vice-presidente Kamala Harris, que assume como presidente da casa, desempataria as votações.

Fonte: Exame

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