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Governo capta R$ 3,3 bi com aeroportos e ágio chega a superar 9.000%

Foram três blocos em negociação, Sul, Norte I e Central, com 22 terminais ao todo

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Ocorreu, às 10h desta quarta-feira (7), o leilão do governo federal para conceder 22 aeroportos à iniciativa privada por até 30 anos. O valor das ofertas iniciais ficou em R$ 3,3 bi.

Tratava-se, inclusive, de um negócio represado, que já era prometido para o ano passado. Ao todo, foram três blocos concedidos: Sul, Norte I e Central.

O lance que mais surpreendeu foi o do lote Central, com a oferta do grupo CCR de R$ 754 milhões. O valor é 9.156% maior que o lance mínimo previsto pelo governo.

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A disparidade entre o valor atribuído pelo governo e pela empresa vencedora pode indicar grande interesse das empresas ou que o lance mínimo pode ter sido estabelecido em patamar inferior ao considerado adequado.

“No final das contas, as propostas aqui feitas representam confiança no nosso país. Nós não somos loucos de botar projetos na rua. Vamos fazer leilão de 28 ativos nesta semana e teremos 28 sucessos”, disse o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, após o leilão na B3.

“Os problemas conjunturais passam, os contratos vão permanecer e é bom perceber que os grupos estão enxergando as oportunidades e longo prazo”, acrescentou.

Bloco Sul

É formado por nove terminais (investimento total de R$ 2,8 bi): Curitiba, Bacacheri, Foz do Iguaçu e Londrina (PR), Navegantes e Joinville (SC), e Pelotas, Uruguaiana e Bagé (RS).

A oferta mínima era de R$ 130,2 milhões e o pacote recebeu três ofertas:

  • R$ 2,128 bi, da Companhia de Participações em Concessões (CCR), com ágio de 1.534%;
  • R$ 1,050 bi, da Aena Desarollo, com ágio de 706%;
  • R$ 300 mi, da Infraestrutura Brasil Holding, com ágio de 20,1%.

Bloco Norte I

Possui sete aeroportos (R$ 1,8 bi): Manaus, Tabatinga e Tefé (AM), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), e Rio Branco e Cruzeiro do Sul (AC).

Com oferta mínima de cerca de R$ 47,8 milhões, o bloco recebeu duas ofertas:

  • R$ 50 milhões, do Consórcio AeroBrasil, com ágio de 4,4%;
  • R$ 420 milhões, da Vinci Airports, com ágio de 777,4%.

Bloco Central

Conta com outros seis (R$ 1,4): Goiânia (GO), Palmas (TO), São Luís e Imperatriz (MA), Teresina (PI) e Petrolina (PE).

A partir do lance mínimo de R$ 8,1 milhões, foram realizadas três propostas:

  • R$ 9,7 milhões, da ACI do Brasil, com ágio de 20,1%;
  • R$ 40,3 milhões, do Consórcio Central Airports, com ágio de 395%;
  • R$ 754 milhões, da Companhia de Participações em Concessões (CCR), com ágio de 9.156%.

*Com informação da CNN Brasil

 

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