Não posso estrear essa coluna de outra forma, senão falando sobre um dos maiores cânceres do Brasil: a corrupção. Tem tanta coisa errada no Brasil, mas não conseguimos nos preocupar com a causa, porque precisamos lidar todos os dias com as consequências.

Um dos problemas da corrupção sistêmica que o Brasil está vivendo não é outra senão é a falta de educação. Nós somos mal educados, não queremos aprender. Se você não tem conhecimento, você vai errar, vai ter uma interpretação, pensamentos e conclusões erradas.

O Partido dos Trabalhadores (PT), apesar de passar por um momento de muito descrédito,  precisamos reconhecer – expandiu o acesso a educação no Brasil. O acesso ao ensino era muito seleto, só quem conseguia entrar numa boa faculdade, por exemplo, era a classe média, média alta. Com medidas como os FIES da vida, eles facilitaram que pessoas de baixa renda entrassem na universidade e tivessem acesso a conhecimento, criando uma nova geração de pessoas pensantes.

Mas o tiro saiu pela culatra, porque pessoas de bom caráter e com acesso a informação não compactuam com o errado a vida toda. Na universidade, que é um local de debate, você vai ser confrontado com outras verdades, porque a sua não é absoluta. Por isso, muita gente abandonou o partido.

Com todas as falhas graves na educação, vem outra realidade muito comum – e essa em todas as classes – no Brasil: a falta de consciência política. Os jovens não querem e não gostam de falar sobre política! A pessoa estão antenada em tantas outras coisas, mas quando vê política na internet, não quer saber.

Assim, colocamos nos cargos mais importantes do país, pessoas corruptas. Votamos pelo bolso não pela consciência ou pelo que a pessoa é, pelas suas propostas. Não votamos pelo partido, porque somos completamente alheios a politica. O resultado disso daí é o tanto de abstenção que nós temos nos pleitos. Toda vez que você vota em nulo ou branco, você está pondo o maior politico lá dentro.

Mas também acredito que isto está mudando. Pouco, mas está. Poderia estar mudando de uma forma bem mais rápida. Martin Luther King falava o seguinte: “O que me preocupa não é nem o grito dos corruptos, dos violentos, dos desonestos, dos sem caráter, dos sem ética… O que me preocupa é o silêncio dos bons”.

É o nosso silêncio. A gente costuma não concordar, pedir mudança, mas chega na hora de votar, vota em branco ou anula o voto. Assim, você joga fora a sua maior arma contra tudo que está errado e ajuda a eleger a pior espécie de politico para lhe representar.

Quando digo que vivemos num país de conto de fadas, que é o título deste texto, me refiro à crença de que basta indignar-se e tudo será consertado. Não! É preciso aprender, conhecer e agir.

Fonte: Márcio Gomes

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