Jurassic World: Reino Ameaçado chega aos cinemas com o mesmo peso que o Mundo Perdido: Jurassic Park em 1997, de consolidar a nova fase da franquia no cinema e ela consegue, em partes. O filme tem as referências, tem as caras conhecidas da primeira trilogia e tem também certa homenagem aos filmes anteriores. Lembrando que a franquia, em 2018, completa 25 anos desde o lançamento de Jurassic Park lá em 1993.

Na continuação, quando um vulcão na ilha Nublar entra em erupção, Owen (Chris Pratt) e Claire (Bryce Dallas Howard) voltam a ilha afim de salvar os dinossauros da extinção, cada um com seus motivos – Owen pela sua ligação com a Blue, a raptor que o salvou no fim do longa anterior e Claire que, após o eventos passados, desenvolveu uma empatia pelos dinossauros, criando uma espécie de organização para a proteção dos mesmos. Chegando a ilha, eles percebem que a expedição, na verdade, era um plano que pode acabar colocando em perigo todo o mundo.

O maior acerto desse filme é a direção de Juan Antonio Bayona (O Orfanato, Sete minutos depois da meia noite), que dá ao filme um ar mais pesado com uma boa inclinação para o suspense, que acabam dando certa personalidade ao longa – coisa que, desde o primeiro longa de 93, não se conseguia ver – seja na construção do suspense sempre bem construído e que vem sempre numa crescente, seja em um tom quase que gótico com tomadas escuras e uma direção de arte e cenografia que traz até certa claustrofobia. Sem essa direção, talvez o filme não funcionasse tanto. A trilha sonora também tem certo frescor e é muito bem executada, e aqui também temos um tom mais sombrio que os filmes anteriores, mas a base de Jurassic Park’s Theme de John Williams, claro, está muito presente.

Dito isso, o filme sofre com algo recorrente na franquia: esgotamento. O que temos no filme, novamente, é essa falta de dramaturgia. As comparações com Mundo Perdido se tornam inevitáveis, já que o Reino Ameaçado sofre dos mesmos problemas, talvez, por isso, a escolha da direção de Bayona seja tão acertada, mas o diretor sofre com um roteiro tão fraco. O filme é sim muito previsível e apresenta um vilão que, no fim das contas, não tem peso nenhum na história. Chris Pratt segue tentando levar o filme com seu carisma e a Bryce Dallas Howard é uma das que mais sofre com a sua personagem totalmente diferente do filme anterior.

Se Jurassic World tinha a função de homenagear Steven Spielberg e o filme original, Reino Ameaçado é um filme inovador e que tenta até romper com o restante da franquia e, de certa forma, busca uma evolução no roteiro que pode ser muito positiva para uma terceira parte, onde claramente se vê a intenção de levar a franquia a um outro nível. Sendo assim, Jurassic World: O Reino Ameaçado faz o que todos os filmes da franquia fazem muito bem, que é divertir e entreter.

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