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Número de mortes por Covid em Manaus aumenta 65% no início de fevereiro

Nos primeiros dez dias de janeiro, a capital registrou 270 óbitos em decorrência da doença. Em fevereiro, no mesmo período, foram contabilizados 448 mortes.

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As mortes por Covid-19 nos dez primeiros dias de fevereiro em Manaus tiveram um aumento de 65,92% em relação ao mesmo período de janeiro. Entre 1º e 10 de janeiro, a capital registrou 270 óbitos em decorrência da doença, enquanto em fevereiro foram contabilizados 448.

Para chegar ao número, o G1 analisou os dados referentes apenas às mortes diárias de pessoas que já apresentavam confirmação para a Covid, com base nos boletins epidemiológicos divulgados pela Fundação de Vigilância e Saúde do Amazonas (FVS-AM).

Além de janeiro, também foi feita uma comparação com dezembro de 2020. O último mês do ano passado registrou apenas 37 mortes diárias nos dez primeiros dias – comparado com fevereiro o aumento foi de 1.110%.

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O Amazonas vive um novo surto de Covid-19. Desde o final de 2020, o estado voltou a registrar uma alta no número de casos, internações e óbitos por complicações da doença. Manaus é, até o momento, a cidade mais afetada. Dos 290.049 casos confirmados no Amazonas até esta quinta-feira (11), 132.610 foram registrados na capital (45,72%), que tem 6.764 óbitos.

Já em relação às internações, fevereiro apresentou uma redução em relação à janeiro. Nos dez primeiros dias de 2021, foram 1.737 pessoas internadas na capital. Já agora, nos dez primeiros dias de fevereiro, foram apenas 1.057 internados. A redução foi de 39%.

O G1 questionou a Secretaria de Saúde do Amazonas (SES-AM) sobre o aumento no número de óbitos nos dez primeiros dias de fevereiro e aguarda resposta.

Vale lembrar, no entanto, que em todos pronunciamentos recentes, tanto o governador do estado, Wilson Lima, como o secretário de saúde Marcellus Câmpelo falam em estabilidade.

No dia 5 de fevereiro, o governador Wilson Lima fez uma live para anunciar a flexibilização em algumas medidas restritivas de circulação diante de uma “desaceleração” na ocorrência de casos Covid-19 no estado. Segundo o secretário de saúde, Marcellus Campêlo, apesar da taxa de ocupação dos hospitais do Estado estar acima de 90%, havia uma tendência de queda nos números.

Crise começou no final de 2020

O Amazonas começou a viver um novo aumento de casos, internações e óbitos pela Covid-19 logo após o Natal. Com o aumento de mortes, o governo voltou a instalar câmaras frigoríficas nos principais hospitais de Manaus. As estruturas foram montadas, pela primeira vez, em abril, após o colapso nos sistemas de saúde e funerário do estado.

Os cemitérios também voltaram a registrar movimentação intensa e começaram abrir novas covas para receber os corpos. No entanto, o secretário de limpeza pública de Manaus, Sabá Reis, disse que a cidade não voltaria a ter enterros em valas comuns diante do aumento de sepultamentos.

Para conter o avanço da doença e a redução no número de internações e mortes, o Governo do Amazonas tentou fechar os serviços não-essenciais ainda no final do ano.

No entanto, lojistas e funcionários foram às ruas pedindo a revogação do decreto. As manifestações terminaram em confusão e no fechamento de vias na capital, e o governo recuou.

Mas, com o agravamento da pandemia o estado entrou na fase roxa de classificação. O Governo voltou atrás e determinou, novamente, o fechamento imediato dos serviços e um toque de recolher de 19h às 6h, para evitar a circulação de pessoas. Dez dias depois, a restrição foi ampliada para 24h.

No dia 8 de fevereiro, o Governo reduziu o toque de recolher apenas para o período noturno e permitiu a retomada de alguns setores do comércio, como, o de alimentos, no sistema de delivery. A medida vence no domingo (14).

O estado também sofreu colapso no sistema de abastecimento de oxigênio e vários hospitais chegaram a ficar sem o insumo, que é primordial para auxiliar pessoas acometidas com a doença.

A crise na saúde pública do Amazonas também levou o governo a transferir pacientes para outros estados. A medida visa desafogar o fluxo nos hospitais da capital que, inclusive, tem fila de espera por leitos de UTI.

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