Star Wars Day: Celebrando um universo que mudou o mundo
Star Wars Day: Celebrando um universo que mudou o mundo (Imagem: Reprodução)

Chegamos a mais um dia 4 de maio e, mais uma vez, é a hora de vestir aquele roupão que está mofando no armário, pegar um cabo de vassoura pintado na cor da preferência e passar o dia inteiro no sofá assistindo aos filmes da trilogia original, pois este é o Star Wars Day, ou Dia de Star Wars.

A data é comemorada por fãs de Star Wars no mundo inteiro, que a celebram das mais diversas maneiras: se reunindo em casa com os amigos para assistir aos filmes da saga, organizando eventos locais para reunir todos os fãs em uma determinada região, ou até mesmo indo ao cinema, já que muitas redes aproveitam a importância da data para fazer sessões especiais com a trilogia clássica.

Mas o mais legal do Star Wars Day é que, ao contrário de muitas comemorações do tipo, ela não foi uma criação do departamento de marketing do filme, mas sim algo criado espontaneamente pelos próprios fãs.

Dia de festa

O motivo do Dia de Star Wars ser comemorado em 4 de maio não possui nenhuma relação especial com algum lançamento da franquia ou alguma data específica do universo dos filmes, mas apenas por uma coincidência fonética. Isso porque a data de 4 de maio é lida em inglês como “may the fourth”, que possui uma fonética bem parecida com uma das frases mais faladas por quase todos os personagens do filme, “may the Force be with you” que em português é traduzida como “que a Força esteja com você”.

Incrivelmente, a primeira alusão documentada à essa fonética parecida entre a data e a frase de Star Wars foi feita em um contexto político. Isso porque, quando a famosa Primeira Ministra britânica Margaret Thatcher assumiu o cargo em 4 de maio de 1979, o Partido Conservador da Inglaterra (à qual Thatcher era filiada) publicou um anúncio no jornal em que usou a fonética parecida da data com a frase de Star Wars para parabenizá-la.

A frase exata publicada pelo partido foi “may the fourth be with you Maggie. Congratulations!”, que poderia ser livremente traduzida como “que a força esteja com você Maggie. Parabéns!”, considerando que esse “que a força” é, ao mesmo tempo, uma referência à Star Wars (que, dois anos depois do lançamento do primeiro filme, já era um fenômeno cultural) e à data de quatro de maio, que foi quando a Ministra tomou posse.

Já o uso do frase como um fenômeno cultural de organização dos fãs de Star Warscomeçou a ganhar força apenas com o surgimento das primeiras redes sociais.

Em 2008, os primeiros grupos sobre o Star Wars Day começaram a surgir no Facebook, e usavam a frase como o motivo de se celebrar a franquia no dia 4 de maio.

Esses primeiros grupos ainda não tinham um enfoque definido, e enquanto alguns celebravam o Star Wars Day, outros celebravam o Luke Skywalker Day (em português “Dia de Luke Skywalker”, o protagonista da trilogia de filmes original) mas, com o passar dos anos, o fandom acabou se decidindo pelo Dia de Star Wars como nome da celebração.

Foto do concurso de cosplay do primeiro evento de comemoração ao Star Wars Day (Imagem: may4starwarsday.com)

Já o primeiro evento organizado especialmente para comemorar a data aconteceu em 2011, na cidade de Toronto, no Canadá.

Organizado pelos fãs Sean Ward e Alice Quinn o evento, que ocorreu no Toronto Underground Cinema, incluiu um jogo de perguntas e respostas sobre a trilogia original, um concurso de cosplay que seria julgado por algumas celebridades locais (como Natasha Eloi, apresentadora do Space Channel e Lauren O’Neil, atriz que na época era a garota propaganda do site de namoros Match.com) e um festival com os melhores filmes e paródias feitos por fãs no universo de Star Wars.

A data foi reconhecida de forma oficial apenas em 2013 (um ano depois de a Disney ter efetuado a compra da Lucasfilm e de toda a franquia Star Wars), e desde esse ano a empresa do Mickey aproveita a data para fazer celebrações especiais com temática de Star Wars em seus dois parques de diversões nos Estados Unidos — a Disneylândia (o parque original construído na cidade de Anaheim, na Califórnia) e a Walt Disney World (o maior e mais conhecido parque da Disney, que fica em Orlando, na Flórida).

Desde que o primeiro Star Wars estreou em 25 de maio de 1977, o que foi imaginado como uma ópera espacial criada por um diretor que, na verdade, queria produzir um filme do Flash Gordon mas não tinha dinheiro para adquirir os direitos sobre o personagem, acabou se tornando um verdadeiro fenômeno cultural e basicamente definindo o cinema de entretenimento pelas próximas décadas.

Como todo fenômeno cultural, Star Wars se tornou muito mais do que um filme: com a ajuda dos fãs, o universo da saga se expandiu para diversas outras mídias, sendo lançados histórias em quadrinhos, livros, sistemas de RPG, jogos de videogame e diversos curtas que não apenas aproveitavam os personagens e eventos dos filmes, mas expandem o universo da saga com histórias e personagens completamente originais.

Assim, ainda que Star Wars seja um único produto, ele é consumido de forma diferente e tem significados diferentes na vida de cada fã da saga. Por isso, conversamos com alguns dos maiores fãs de Star Wars da equipe do Canaltech para entender melhor o que a franquia significa para cada um deles.

Como conheceu Star Wars

Rafael Arbulu (redator): Minha entrada no universo de George Lucas começou como a maioria dos fãs: pela trilogia original.

Não me recordo com detalhes, mas acredito ter visto O Retorno de Jedi nesses almoços de família, onde sempre tem alguém zapeando com o controle remoto.

Peguei o filme lá pela segunda metade, mas foi amor à primeira vista. A partir daí, fui me interessando mais e mais até conhecer tudo o que podia.

Rafael Rodrigues (redator): Eu não sei dizer exatamente quando foi que conheci Star Wars, porque como meu pai sempre foi fã de cinema de ação e desde antes de aprender a ler e escrever eu já era um viciado em videogames, a impressão que eu tenho é que eu já sabia o que era um sabre de luz muito antes de entender o que era a Força.

Mas a primeira recordação que eu tenho de algo no universo da franquia é do filme Caravana da Coragem, que foi talvez o primeiro spin off oficial de Star Wars.

O filme era basicamente a mesma história de A Lagoa Azul só que no planeta dos Ewoks, então, se você já se apaixona por um mundo conhecendo apenas os Ewoks, conhecer todo o resto faz com que ele se torne muito mais importante para sua vida.

Wellington Arruda (analista de produtos): Eu era bem criancinha, devia ter uns 8-9 anos. Claramente fui induzido pelas lutas com sabres.

Qual é a sua obra preferida da franquia?

Rafael Arbulu: Nos filmes, O Retorno de Jedi. Nem tem como ser diferente, foi a primeira vez que efetivamente reconheci um vilão de respeito, que mostrasse a que veio.

Darth Vader é merecidamente icônico. Nos games, estranhamente, tenho um enorme apreço por Star Wars: Rogue Squadron e Star Wars Racer, ambos lançados no Nintendo 64.

Rafael Rodrigues: eu sei que vai ser algo polêmico, mas meu filme preferido da franquia é Os Últimos Jedi. Eu sei que o filme tem diversas falhas, mas a coragem que ele apresentou de sair da história de “o escolhido”, o “floquinho de neve especial” que é a família Skywalker, e abrir a possibilidade de que salvar o mundo não é a tarefa de alguém especial escolhido pelos “deuses”, mas sim de qualquer um que esteja disposto a lutar e se sacrificar por isso, faz com que ele tenha um lugar especial no meu coração.

Mas, de modo geral, minha obra preferida de Star Wars é o jogo Knights of the Old Republic (KOTOR), pois possui todo aquele aspecto de que há algo muito maior, mais importante e mais antigo do que as briguinhas da família Skywalker — o que pra mim torna o mundo de Star Wars ainda mais interessante do que o que nos é mostrado nos filmes.

Wellington Arruda: Ah, Clone Wars (a série). Dá uma humanizada nos clones, isso é lindo demais. Sem contar que tem a Ahsoka Tano, sou fã demais dessa mulher.

Como Star Wars mudou o seu cotidiano?

Rafael Arbulu: Já não basta fazer com a boca o barulho do sabre de luz sempre que quero dar uma espadada em alguém? Bom, eu sou ávido praticante e competidor de artes marciais e sempre que vou bem nos treinos, solto alguma referência à franquia.

Confesso que isso foi intencional, pois eu tinha a esperança de alguém falar que sou um Jedi/Sith e o apelido pegar. Acabou que um ou outro mais familiarizado com a série me chama de “Ackbar” (do meme “It’s a Trap”)

Rafael Rodrigues: como bom preguiçoso que sou, toda vez que preciso pegar algo que está fora do meu alcance, ao invés de me levantar e pegar logo a coisa eu estico os braços e faço uma cara de concentração intensa, como se estivesse tentando puxar o objeto até mim usando a Força.

E, como tenho mais preguiça que bom senso, eu mantenho essa posição por um tempo longo o suficiente até que alguém que esteja por perto se canse de me ver sendo ridículo e pegue a coisa que eu estou querendo, provando que o meu domínio da Força sempre funciona.

Wellington Arruda: Eu fico o tempo todo imitando o Palpatine. Sempre fiquei pensando: “como assim ninguém percebe que o cara é do mal?”.

Mas, na verdade, ele é bem esquisito no nível de acabar gostando/achando engraçado o jeito que ele fala.

Que nem naquela cena quando o Anakin vai com o Obi Wan salvar este doente (o Palpatine, no caso) e aí do nada ele fica falando pro Anakin matar o Dookan — “DO IT :D” e isso é tão engraçado e trágico que pode ser usado em qualquer situação do meu cotidiano.

Estou esperando o ônibus e ele passa direto por mim? “Good… Anakin” vem automaticamente.

Como podemos ver, cada fã da saga foi afetado de maneiras diferentes, mas todos dividem o mesmo amor pelo universo da franquia.

E você, como seu amor por Star Warsafetou a sua vida? Conte nos comentários!

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Fonte: Wikipedia

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