Foto: Bernardo Oliveira

Com o objetivo de aperfeiçoar o abate de jacarés e pré-beneficiamento da sua carne, o Instituto Mamirauá, desenvolveu o PLANTAR – Planta de Abate Remoto. Criado em Tefé, a estrutura é um abatedouro flutuante projetado por uma equipe multidisciplinar do instituto para viabilizar o manejo de jacarés na região da comunidade de São Raimundo do Jarauá, conforme as disposições sanitárias brasileiras.

O projeto surgiu em resposta ao interesse de populações tradicionais e do governo estadual e dos pesquisadores do IDSM, para a implementação de um sistema comunitário de aproveitamento de jacarés, como uma estratégia de manejo e conservação dos animais. A estrutura se caracteriza pelo baixo impacto ambiental graças à implementação de tecnologias sustentáveis de baixo custo ambiental.

“A estrutura irá auxiliar no processo de manejo e ajudar bastante as comunidades. É uma estrutura experimental e a ideia é conseguir replicar essa estrutura com tecnologias que sejam mais acessíveis”, explica Barthira Rezende, pesquisadora do Programa de Pesquisa em Conservação e Manejo de Jacarés. O Instituto Mamirauá é uma unidade de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC).

O abate será realizado no setor Jarauá, próximo à comunidade São Raimundo do Jarauá, pelos membros da Associação de Produtores do Setor Jarauá. O local foi escolhido por ter um histórico de abates experimentais, e o envolvimento da população ribeirinha nas atividades de monitoramento das áreas de reprodução, além de uma série de levantamentos populacionais de jacarés, incluindo o mais recente, realizado ano passado. Os dados recolhidos ao longo do tempo criam uma base sólida para que o manejo seja realizado.

O PLANTAR recebeu, em junho, a licença de operação ambiental pelo Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (IPAAM) e agora aguarda o laudo sanitário da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Amazonas (ADAF). Os pedidos de autorização para o manejo ainda serão realizados junto à Secretaria do Meio Ambiente do Estado do Amazonas, conforme a resolução nº 008 / 2011 do Conselho Estadual do Meio Ambiente do Estado do Amazonas (CEMAAM).

Fonte:MarcosSantos

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