Zona Azul começa operar nas ruas do bairro Vieiralves nesta quarta-feira (15)
Zona Azul começa operar nas ruas do bairro Vieiralves nesta quarta-feira (15) - (Foto: Semcom/Divulgação)

Implantado há um ano e meio no Centro de Manaus, o sistema de estacionamento rotativo Zona Azul começa a ser aplicado nesta quarta-feira (15) no bairro Vieiralves, Zona Centro-Sul da capital. Inicialmente, o sistema opera em caráter educativo e o valor da taxa de R$ 2,45 será cobrado somente a partir de 22 de janeiro. Entretanto, a aplicação do sistema no bairro já começou a gerar discussão entre moradores e comerciantes.

Instituído por uma lei municipal de 2010, o Zona Azul vai oferecer 649 vagas nesta primeira etapa de implantação. As vagas estarão disponíveis nas seguintes ruas:

  • Pará (entre a Avenida Djalma Batista e a Rua Maceió);
  • Rio Javari;
  • Rio Içá;
  • Rio Jutaí;
  • Rio Purus;
  • Rio Madeira;
  • Rio Mar;
  • Rio Juruá;
  • Rio Itannana;
  • Nova Palma;
  • Rio Tarauaca;
  • Rio Jamary;
  • Rio Pauini (entre as ruas João Valério e Cuiabá).

Nas ruas do bairro, os motoristas continuam recebendo panfletos com informações sobre o sistema, que irá funcionar de segunda a sexta-feira, das 8h às 18h, e aos sábados, de 8h às 17h. Aos domingos e feriados, não haverá cobrança. Para Luiz Carlos Nascimento, não há “necessidade” de implantar o Zona Azul no Vieiralves.

“Tem muita área já demarcada pela Prefeitura aqui em Manaus. Eu acho que não havia necessidade de fazer isso aqui no Vieiralves”, disse.

Apesar das orientações, moradores e comerciantes da região – diferente do que acontece no Centro de Manaus – afirmam que não receberão desconto no valor da taxa cobrada para permanecer nas vagas pelo tempo máximo de três horas.

“Nós passamos aqui uma média de dez horas por dias. Nós vamos pagar R$ 24,50 ao dia. Isso dá mais de R$ 500 por mês”, afirmou o empresário Raimundo Cardozo.

Comerciantes e moradores da região reclamam de medida
Comerciantes e moradores da região reclamam de medida (Foto: Reprodução/Rede Amazônica)

O administrador, Thyago Vogel, ressaltou que a necessidade de mudar o carro de lugar a cada três horas gera transtorno.

“Nós entramos em contato [com a concessionária] para verificar essa questão da redução dos 50% e tivemos a negativa (…) Então teríamos que pagar o valor integral. E tem o fato de também trabalharmos o dia inteiro e você ter que descer a cada três horas para trocar seu carro de vaga. Ainda tem isso na rotatividade”, comentou.

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